Bolívia

Mochigrinação pt. 1: A fronteira com a Bolívia e o Trem da Morte

Depois de uma gripe relâmpago que me derrubou no dia antes da viagem, no dia seguinte acordei milagrosamente bem e prontíssima pra encarar horas e horas de estrada.

Eu já tinha comprado as passagens até Corumbá (MS), pela internet, porque era o que dava pra fazer com certa antecedência. Dali pra frente, seria na espontaneidade vida loka. A passagem de Ponta Grossa (PR) até Campo Grande (MS) saiu R$150 pela Eucatur, e a viagem durou 14h num ônibus bem confortável onde as crianças da poltrona ao lado comeram todas as minhas bolachinhas e eu já tive minha primeira oportunidade de praticar o desapego ali mesmo.

Felizona embarcando no primeiro ônibus da jornada

Felizona embarcando no primeiro ônibus da jornada

De Campo Grande pra Corumbá saem vários ônibus durante o dia pela Andorinha, ao preço de R$90. Comprei antecipado porque queria garantir que pegaria o primeiro ônibus, às 6:30, pra chegar logo na fronteira. Esse trecho da estrada é muito muito lindo, uma reta infinita passando por aquelas paisagens maravilhosas do Pantanal. Até boiada cruzando a estrada e arara voando solta eu vi. Quase larguei tudo e fiquei por ali mesmo.

A caminho de Corumbá

A caminho de Corumbá

Cruzando a fronteira com a Bolívia

Cheguei na rodoviária lá pela 1 da tarde. Eu estava preocupada com o horário de funcionamento da fronteira, porque li em algum lugar que fechava pro almoço (??) mas não consegui encontrar a informação oficial em lugar nenhum. Também estava preocupada em pegar uma fila quilométrica de horas. Peguei um dos táxis da rodoviária e combinei com o motorista o valor de R$40 para ir até a fronteira. Só depois de entrar no táxi foi que percebi o tamanho da cagada de não ter verificado nenhuma credencial, nem visto a placa, nada. Não lembro nem se tinha taxímetro porque naquela hora comecei a ficar com medo. Aquela fronteira não chegava nunca mas o motorista tinha um terço e uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida pendurados no espelho então devia ser uma boa pessoa de Jesus e não um assassino em série.

Chegando ao posto da Polícia Federal, e tendo sobrevivido a esse pavorzinho provavelmente infundado, botei o mochilão nas costas e a mochila de ataque na frente e entrei. Estavam funcionando e não tinha fila nenhuma, novamente acalmando meus pavores infundados. Depois do funcionário ter me dado um sermão sobre estar viajando sozinha e ser perigoso, eu estava oficialmente fora do Brasil.

Mas ainda não estava dentro da Bolívia! Até chegar lá tive que cruzar uma ponte pequena, poeirenta e deserta. Não tinha mais ninguém cruzando a fronteira! Ouvi outro sermão sobre estar viajando sozinha do funcionário da imigração boliviana (pedir a carteirinha de vacinação internacional que eu penei tanto pra conseguir, nada, né?) e pronto, estava na Bolívia!

Aqui eu estava com tanto medo de tudo que não tirei foto de nada. Troquei meu dinheiro (1 dólar rendia cerca de 7 bolivianos) em uma das várias “casas de câmbio” perto da fronteira, mas pouco porque estava com medo de levar um golpe e acabar com um monte de notas falsas (nunca aconteceu). Vi um monte de táxis na rua mas não peguei nenhum porque estava com medo de ser abandonada na periferia de Puerto Quijarro (nunca aconteceu). Entrei numa agência de viagens de aparência menos duvidosa e perguntei como chamar um táxi pra ir até a estação de trem. A atendente foi até o lado de fora da loja e chamou um daqueles mesmos taxistas que eu não quis pegar e disse que era de confiança. Entrei, ainda morrendo de medo, e o taxista puxando assunto, perguntou meu nome, se eu ia pra Santa Cruz (todo mundo em Quijarro tá indo pra Santa Cruz), ligou pro colega dele na boleteria da estação e reservou meu bilhete.

Minha desconfiança e medo de tudo aos poucos foi passando. Absolutamente todo mundo estava me tratando super bem, desde o cara da boleteria até os seguranças da estação. Foi passando até a minha desconfiança de que esse bom tratamento era pra me dar algum golpe mais tarde, e logo fui começando a sentir aquele alívio de ter chegado e estar bem, e aquela sensação boa de que sim, dá pra confiar nas pessoas e não, eu não vou ser assaltada a cada cinco minutos. Todos esses medos não passavam dos estereótipos que eu ouvi a vida inteira sobre “é perigoso mulher viajar sozinha” e “a Bolívia é perigosa”. Tem que se cuidar e não pode ser otária, mas não precisa ter medo de nada não 🙂

Comprei meu bilhete para o famigerado “Trem da Morte” e fui almoçar uma “feijoada boliviana” (15 Bs.) no restaurantezinho da frente. Aí o medo já tava passando e deu pra tirar fotos de novo enquanto esperava a hora de embarcar.

Depois de ter de repetir o nome do prato duas vezes porque eu não entendi, a garçonete disse simplesmente "feijoada boliviana!!!"

Depois de ter de repetir o nome do prato duas vezes porque eu não entendi, a garçonete disse simplesmente “feijoada boliviana!!!”

Viajando no Trem da Morte

O Trem da Morte na verdade é um Trem de Boas. Existem diversas lendas que explicam o nome, mas a principal diz que o trem levava os doentes e os corpos das vítimas de uma grave epidemia de febre amarela que rolou há muitos anos na região de Santa Cruz. A companhia Ferroviaria Oriental, que opera os trens, tenta mudar essa visão chamando-o de “o trem do progresso”. Hoje em dia ele é um trem comum de passageiros e, segundo um funcionário da estação com quem fiquei conversando, muito mais seguro do que um ônibus.

Aliás, conheci uma família de brasileiros com parentes em Santa Cruz que fazia o trajeto sempre, e eles me recomendaram ir de ônibus. É mais barato (60 Bs.) e muito mais rápido. Eu fazia questão de ir de trem, mas deixo a dica pra vocês.

Fim de tarde na fronteira

Fim de tarde na fronteira

Existem categorias diferentes para o trem, dependendo do dia da semana.

Expreso Oriental, classe “Super Pullman”, custa 70 Bs. e sai todas as terças, quintas e domingos às 14:50, com duração de 17 horas.

Ferrobus custa 235 Bs. e sai todas as segundas, quartas e sextas às 18h, com duração de 13 horas.

Era uma segunda-feira, então fui de Ferrobus.

O Ferrobus, outra categoria do Trem da Morte

O Ferrobus, outra categoria do Trem da Morte

É um trem bem menor, com assentos tipo leito espaçosos e super confortáveis. O bilhete também prometia refeições inclusas, mas era tudo mentira. Disseram que pararam de servir refeições porque o movimento nessa categoria é baixo demais para eles prepararem comida. Então é bom jantar antes de partir.

Realmente, o movimento é infinitamente menor aqui do que no Expreso Oriental, que é o Trem da Morte clássico. Isso é uma vantagem porque você não precisa se preocupar em não conseguir passagem e ter que ir em outro dia, mas também é uma desvantagem porque não rola aquela interação de mochileiros compartilhando a estrada. Valeu pelo conforto, porque dormi a noite inteira, mas acho que teria sido mais legal viajar no trem clássico.

Santa Cruz de la Sierra

Catedral Metropolitana, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Catedral Metropolitana, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

No dia seguinte, cheguei ao que seria minha primeira parada oficial na Bolívia, Santa Cruz de la Sierra! Santa Cruz é a maior cidade da Bolívia e polo comercial do país. Já tinha ouvido falar super bem do lugar, mas cheguei lá e… odiei tudo.

Tive um problema com meu cartão e não estava conseguindo sacar dinheiro de jeito nenhum, fui pro centro com a mochila grande em vez de deixar guardada no terminal, estava chovendo, era cedo demais e não tinha nada aberto nem ninguém na rua, enfim, eu não estava me sentindo bem e, consequentemente, não conseguia ver beleza em nada. Em vez de ficar para passar a noite, comprei uma passagem no primeiro ônibus “cama 3 filas” com destino à felicidade (no caso, La Paz) e saí dali rapidinho. Semanas depois, no finalzinho da viagem, tive uma segunda oportunidade de conhecer melhor Santa Cruz, mas aí é outra história 🙂

A passagem pela Transcopacabana M.E.M., uma das melhores empresas, saiu por 140 Bs. Foi uma viagem tranquila e confortável, porém longa, saindo às 14h e chegando só às 7h do outro dia. O divertido foi o motorista parando em toda banquinha de beira de estrada pra comprar lanchinhos e folhas de coca pra encarar a subida dos 400 aos 3600 metros acima do nível do mar em uma noite. Eu não vi subida nenhuma graças ao meu companheiro de aventuras, dramim. Acordei já em El Alto, a cidade vizinha, com aquela vista magnífica de La Paz, finalmente sentindo que agora sim a viagem ia começar!

Que história é essa de mochigrinação?

Em junho e julho de 2014 fiz um mochilão passando por Bolívia, Peru e Chile. Fui sozinha e sempre por terra, que era pra mor de passar mais tempo comigo mesma praticando duas coisas que estavam fazendo falta na minha vida: a espontaneidade e a abertura. Leia o post introdutório da série para mais detalhes sobre a idéia inicial e o roteiro, ou acompanhe todos os posts pela tag mochigrinação.

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60 Comentários

  • Responder
    Rafael
    6 de agosto de 2014 às 01:20

    Adorei, onde tem mais da história? 🙂

    Aguardando… 😀

  • Responder
    Wagner Ponce
    26 de agosto de 2014 às 18:51

    Maria,

    Fantástica história, tive o prazer de passar por alguns lugares que vc passou e lendo o seu relato ( de trás para frente, rs), me identifiquei muito e relembrei muitas situações bem legais da minha viagem!

    Beijos

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      26 de agosto de 2014 às 21:20

      Oi Wagner, obrigada pelo comentário! Fico feliz que você esteja gostando e relembrando sua viagem. Relatos são legais por causa disso: lendo antes de ir você se sente lá, e lendo depois de ir se sente lá também! 🙂 Continue acompanhando!

      Beijos

  • Responder
    Daniela
    12 de setembro de 2014 às 02:07

    Nossa, adorando acompanhar a aventura.

    Ainda tenho que escrever sobre a minha aventura no Chile e no Peru.

    Beijos

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      12 de setembro de 2014 às 12:40

      Escreve! Escreve! Já adorei acompanhar suas fotos, quero muito ler os detalhes!

  • Responder
    Rafael
    20 de outubro de 2014 às 00:45

    Virei seu fan! Estou indo agora em novembro – 2014 e estou super feliz por ter encontrado algumas informações muito úteis aqui, principalmente sobre valores. Chegou a fazer o Salar ? poderia me ajudar ? Se não for te atrapalhar.

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      20 de outubro de 2014 às 13:23

      Oi Rafael, tudo bem?
      Super obrigada pelo comentário, fico feliz que o blog esteja sendo útil pra vc!
      Eu fiz o Salar sim, só que mais pro final da viagem. Fique de olho que logo logo vai ter post sobre ele aqui 🙂 Se quiser mais informações específicas, pode me mandar um e-mail: mariatherezama @ gmail.com
      Abraços!

  • Responder
    ana leticis
    13 de novembro de 2014 às 19:27

    meniiinnaaaaa vc n sabe como ta me ajudando. Farei quase o mesmo roteiro. To com medinho. Saio do Rj de ônibus ???? rumo a Bolívia… Tem alguma dica??? Vou eu e eu mesmo. Adorei isso aqui!!

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      24 de novembro de 2014 às 16:34

      Oi Ana, arrasa muito na sua viagem!! A dica é: seja livre! Visite o que der quando der vontade 🙂 Aproveite muito! Bjos!

    • Responder
      julio
      27 de janeiro de 2015 às 02:05

      oi top sua viajem Maria eu tenho uma duvida é seg,qua e sex as 18 hra mesmo

    • Responder
      Andrea Medeiros
      22 de outubro de 2015 às 21:16

      Oi Ana, tudo bem? Vc saiu do RJ de onibus? Tem relato em algum lugar? Grata. Andrea

  • Responder
    fernanda
    28 de novembro de 2014 às 17:21

    Legal, pretendo fazer o trajeto com uma amiga que tem pensamentos parecidos c os seus, principalmente nas partes de que alguém iria te assaltar de 5 em 5 minutos ahahah

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      29 de novembro de 2014 às 20:26

      Oi Fernanda! Fala pra ela ficar tranquila que lá o povo é de boa! Chegando lá a gente perde o medo! 😀

  • Responder
    Rodrigo
    6 de janeiro de 2015 às 18:21

    Maria, parabéns pelo seu site e pelas ótimas dicas.
    Tenho algumas dúvidas: de Corumbá para Puerto Suarez e de Puerto Suarez para Puerto Quijarro você foi de táxi? Li alguns relatos de pessoas que fizeram a primeira travessia até Puerto Suarez pela viação Andorinha e depois seguiram de táxi até Puerto Quijarro. Até que ponto isso é verdade?

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      8 de janeiro de 2015 às 16:25

      Oi Rodrigo, eu fiz de taxi sim. Não conheço esse rolê da Andorinha, mas de taxi foi bem tranquilo 🙂
      Abraços!

  • Responder
    Flavio
    9 de janeiro de 2015 às 12:58

    Maria, quando chegou a Puerto Quijarro, conseguiu comprar a passagem para o trem com facilidade? No guichê mesmo? Ou teve que comprar com cambista? Teve que dormir na cidade ou já pegou no mesmo dia?
    E como foi a experiência de viajar sozinho? Me identifiquei muito com o texto pois estou indo sozinho também, e dá aquele friozinho na barriga com medo de assalto a cada esquina.
    Excelente site! Melhor que já li.

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      12 de janeiro de 2015 às 17:28

      Oi Flavio! Suuuper obrigada pelo comentário, me deixou bem feliz!

      Comprar a passagem do trem foi bem fácil porque fui com o Ferrobus, uma categoria mais cara do trem que nunca lota. Comprei cerca de 4h antes de embarcar. Se você pretende pegar a categoria mais barata (Super Pullman), recomendo chegar na bilheteria de manhã bem cedinho, porque ela lota mais rápido. O esquema é chegar em Corumbá lá pelas 7h e já ir pra fronteira, e logo depois de atravessar já ir pra estação comprar a passagem. Conheci um casal no dia que havia comprado a passagem com alguns dias de antecedência em uma agência de viagem em Corumbá, mas pagaram o dobro do valor!
      Quanto a viajar sozinho, é super tranquilo! Você acaba conhecendo outros viajantes em cada esquina e dificilmente vai passar aperto. É só tomar os mesmos cuidados de segurança que você toma no Brasil que vai dar tudo certo 🙂
      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Heliney Gomes
    13 de janeiro de 2015 às 00:57

    Maria,realmente seu site é o melhor que já li.Pretendo ir com meu marido e filha 11 anos.VC acha que posso me aventurar pelo trem da morte?Como são as comidas na Bolívia?
    E quanto aos remédios que se tem que tomar?O que me diz?

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      13 de janeiro de 2015 às 13:00

      Oi Heliney! Muito obrigada, fico feliz 🙂
      Pode se aventurar sim! O trem é bem mais tranquilo do que a sua reputação hehehehe
      As comidas na Bolívia eu achei meio sem graça, é basicamente frango, arroz e batata cozida. Tome cuidado com saladas, laticínios e comidas cruas e só tome água mineral, especialmente se está viajando com a sua filha.
      Quanto aos remédios, leve os que você toma normalmente, não tem erro 🙂
      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Josi Bezerra
    13 de janeiro de 2015 às 02:43

    Oi, em junho farei a viagem pelo trem da morte ou expresso oriental, gostaria de saber se vc tem algum telefone ou email para q eu possa verificar preços da passagem, obrigado.

  • Responder
    Thalita
    13 de março de 2015 às 03:40

    Oi Maria!!
    gostei da sua informação sobre o ônibus em Santa Cruz….estou pensando em comprar o aéreo até Santa Cruz e de lá seguir com o trem da morte, vc viu se é fácil pegar o trem dali? e se eu chegar nesse domingo, estaria aberto pra viagens a estação? obrigada!!

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      20 de março de 2015 às 19:34

      Oi Thalita, o Trem da Morte só vai de Corumbá até Santa Cruz, ele não segue viagem depois disso. Abraços!

  • Responder
    FELIPE LEAL ESTEVAO
    15 de março de 2015 às 01:18

    Boa noite!

    Maria, gostei muito de seu post, pois sanou alguma duvidas sobre essa trip Brasil Peru de trem!

    Um amigo que ja tem seus 70 e tantos, me falou hoje que a uns anos atras fez uma trip para o Peru de Trem saindo de SP> Corumba > bolivia > Peru ( puno ). Mas pesquisei bastante e descobri que essa conexao de trem nao existe mais, ou seja, fazem muuuuitos anos que ele fez essa trip e nem lembra, kkkkkkkk. Eu e minha noiva ja fomos para o Peru em 2009 e ficamos 1 mes e, desde entao, amamos esse país.

    Estamos buscando uma forma mais alternativa e nao nos importamos com as adversidades que podem ocorrer durante a viajem.

    Gostaria de trocar e-amails ou Wathsapp ( se possivel ) para sanar algumas outras duvidas que temos sobre esse trajeto. Queremos ficar uns 30 dias novamente e, alem de curtir o mochilao e ir a Machu-pichu, vamos ir para o litoral surfar.

    Somos de Santa Catarina, mais precisamente da praia da Guarda do Embau na cidade de Palhoça.

    Desde já muito obrigado e um excelente final de semana!

    Atte,

    FELIPE LEAL ESTEVAO

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      20 de março de 2015 às 19:33

      Oi Felipe, tudo bem? Que legal sua viagem! Todas as informações que eu tenho para compartilhar já estão nos posts. Se você tiver alguma dúvida específica, pode deixar nos comentários e eu respondo se souber.
      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    cleiton
    9 de maio de 2015 às 14:40

    Boa tarde!
    Maria vc sabe me dizer quais os horários e dias, q funciona a PF do Brasil e a Imigração Boliviana? E se consigo trocar Real por a Dolar e aBoliviano do lado da Bolivia? E horários de Ônibus no domingo.

  • Responder
    cleiton
    9 de maio de 2015 às 14:43

    Horário de ônibus da divisa para santa cruz de la sierra.

  • Responder
    Akio
    18 de junho de 2015 às 13:59

    Boa tarde, Maria !
    No blog vc comenta que teve dificuldades em sacar dinheiro em Santa Cruz… como você resolveu isso ? Pois minha filha está com problemas de sacar em La Paz, apesar do cartão de débito ser internacional …

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      19 de junho de 2015 às 22:27

      Oi Akio! (Tenho um super amigo com esse nome hehehe)
      Então, na verdade ele se resolveu sozinho. Eu liguei pro banco na hora mas eles também não tavam entendendo o que tava acontecendo. Não consegui terminar a ligação porque meu ônibus pra La Paz ia sair. Decidi relaxar e resolver no dia seguinte, quando chegasse. Logo na rodoviária, consegui sacar normalmente. Eu conseguia sempre num caixa do Banco Mercantil Santa Cruz, fala pra ela tentar esse!
      Boa sorte!

  • Responder
    Naty Lima
    19 de junho de 2015 às 18:50

    Muito bacana seu post, sua clareza e objetividade.
    Esta me ajudando muito a montar meu roteiro!

    Beijos e boas trips 😉

  • Responder
    Henrique Taveira
    1 de julho de 2015 às 15:49

    Olá Maria,

    Poderia me ajudar com algumas duvidas? 😀
    Quanto tempo você ficou lá?
    E qual foi o orçamento da viagem?

    Obrigado

  • Responder
    Crislaine
    1 de julho de 2015 às 16:41

    Muito bacana o post. Estou planejando uma viagem de 15 a 20 e vou ler todos a fim de montar meu roteiro. Muito obrigada por compartilhar 🙂

    Que você tenha muitas viagens maravilhosas, beijos

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      1 de julho de 2015 às 17:28

      Oi, Crislaine! Muito obrigada pelo carinho! Tenho certeza que sua viagem vai ser incrível 🙂 Beijos!

  • Responder
    João
    6 de julho de 2015 às 17:42

    Opa,

    Show demais os posts… eu tenho uma duvida sobre Quijarro, porem como vc ficou apenas algumas horas la não sei se pode responder, mas vamos la… Sabe se tem hotel/hostel do lado da estação? pois iria em um sabado e o trem só sairia no domingo ai teria de dormir por la… muito obrigado!!! =))

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      6 de julho de 2015 às 18:32

      Oi João, tudo bem? Olha, eu ouvi dizer que tem, sim, mas é bem podre. A dica que me deram é a seguinte: chega em Corumbá, cruza a fronteira, compra o bilhete do trem pro dia seguinte (pra garantir que você não vai ficar sem), e depois cruza a fronteira de volta pra Corumbá. Não sei detalhes, mas me falaram que esse esquema era bem melhor do que dormir em Quijarro. Dá uma olhada no fórum do mochileiros.com, lá tem uma galera que já fez esse caminho e pode te indicar 🙂
      Beijos e boa viagem!

  • Responder
    Eli
    28 de julho de 2015 às 00:22

    Muito bom seu jeito de escrever…
    Parabéns!

  • Responder
    Carolina Alves
    3 de agosto de 2015 às 08:05

    To adorando ler sobre todo seu percurso!!
    Tenho uma dúvida, é obrigatório o passaporte?
    Vou em setembro, desde o começo do ano tenho lido que não é necessário, então fiquei tranquila quanto a isso, mas na semana passada li que precisa. Tive que dar entrada no meu, mas não sei se chega a tempo da viagem.
    E a vacina de febre amarela? Você sabe se eles verificam?
    Obrigadaaa!!

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      18 de agosto de 2015 às 22:18

      Oi Carolina! Não sei dizer se é obrigatório ou não, eu fui com passaporte e não tive problemas. Quanto à febre amarela, não verificaram minha carteirinha de vacinação, mas tem que tomar, sim!
      Beijos!

  • Responder
    Sérgio Santana
    25 de agosto de 2015 às 12:05

    Olá Maria, adorei seu blog e ele já faz parte da minha vida hehe. todos os dias leio e releio várias vezes e assim vou fechando meu roteiro que já alterei várias vezes e viajo dia 05/09 e não reservei nada rs e tenho trocentas dúvidas, me ajuda?
    vamos lá:
    pensei em fazer o seu roteiro, mas não terei tanto tempo assim, então meu último roteiro ficou assim: SP/Corumba/trem da morte/santa cruz/(a ideia seria fazer tudo subindo até o Peru e voltando pelo Chile e Bolivia novamente, mas mudei para fazer Bolivia uma só vez) Sucre/Potosi/Uyuni/Cochabamba/La Paz/Copacabana, saberia me dizer se a estratégia em relação tempo e passeio seria o ideal, ou descartaria alguma opção? Na vdd fiz esse roteiro pois alguns lugares seria praticamente de passagem obrigatória…
    Bjs

  • Responder
    Jesse santos
    30 de agosto de 2015 às 17:25

    OI Maria,
    Sou viajante também passei por muitos países, mas tenho uma vontade enorme de conhecer a Bolivia,me diz uma coisa na fronteira eles fazem alguma vistoria, como passaporte ou alguma pergunta em relacao sua visita no país?

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      14 de setembro de 2015 às 22:49

      Oi Jesse! Eles olharam meu passaporte e só, como em qualquer fronteira. Você tem que ter a carteira de vacinação internacional com vacina de febre amarela válida. Abraços!

  • Responder
    paulo ricardo erland rocha
    20 de setembro de 2015 às 15:42

    oi boa tarde gostaria de saber quanto custa a passagem do trem que vai para santa cruz de la sierra ,bolivia

  • Responder
    paulo ricardo erland rocha
    20 de setembro de 2015 às 15:44

    gostaria de saber o preco da passagem do trem ferro bus

  • Responder
    Kathleen criss
    11 de outubro de 2015 às 11:23

    Ola!
    Estou pretendendo fazer essa aventura em novembro, VC pode me informa com quantos tenho que levar no mínimo de dinheiro? Vai ser minha primeira vez de tudo rs

    Forte abraço

  • Responder
    Ronai
    3 de novembro de 2015 às 22:55

    Parabéns garota!
    Escreve bem e de modo descontraído.
    Abs

  • Responder
    Eric
    12 de dezembro de 2015 às 18:44

    Olá.gostaria de visitar o salar de uyuni,mas ir via terra como voce fez..sairia de sampa a campo grande,pegaria o onibus noturno ate corumba e de la atravessava e pegava para santa cruz de la sierra..a duvida é..chegando de la tem bus direto para uyuni?
    grato

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      19 de dezembro de 2015 às 15:44

      Oi Eric! Não lembro ao certo, mas acho que tem que ir pra La Paz primeiro!
      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Thalya Lourrany
    29 de fevereiro de 2016 às 22:07

    Oiii *-*
    eu pretendo ir a Santa cruz para conhecer uma pessoa,mais tenho tantas duvidas o que faço depois o que preciso para viajar! e o medo kkkk
    mais quero muito ir!.

  • Responder
    Andre Estevam
    30 de dezembro de 2016 às 09:48

    Bom dia! Apesar de se passarem 2 anos(eu li apenas hj..rs) curti mt seus relatos..eu sou motociclista viajo bastante..e estou pensando em ir de moto ate Corumbá, e de la fazer o restante no Trem de la muerte ate Santa Cruz e com onibus em outros locais

  • Responder
    Dinah Vieira
    11 de janeiro de 2017 às 19:48

    Ei moça, por acaso você sofreu muito os efeitos da altitude -soroche-??

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      14 de fevereiro de 2017 às 14:32

      Oi, Dinah! Pior que sofri, sim 🙁 Nesse post eu conto tudo o que senti, o que passei, e como ter um seguro da Mondial salvou minha viagem. Recomendo sempre contratar seguro viagem. Aqui no blog temos parceria com a Mondial. Contratando por aqui, você ganha 15% de desconto e ainda dá aquela ajuda pra gente manter o blog em pé 🙂 No post eu explico direitinho como contratar.

  • Responder
    Bruno
    23 de junho de 2017 às 12:08

    Bem legal seu blog, bem divertido, estou pegando varias manhas nele! rsrs…
    Maria, em Sta Cruz, em um dos relatos aí, você comentou que voltou pra lá…estou pensando em ficar apenas 1 dia, 2 noites, e conhecer alguns lugares que li em outros blogs, etc… Você acha que é um tempo legal? tem algum role que fez lá que achou imperdível?
    Não desista de escrever! É bem divertido seu blog e com certeza esta ajudando muitas pessoas, em muitos sentidos!
    Beijão!

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      19 de julho de 2017 às 14:19

      Obrigada Bruno pela motivação! Hahahaha

      Eu acho que é um tempo bom, sim! Não vi nada assim imperdíííível em Santa Cruz, mas achei interessante ver os contrastes. Na região do centro e do mercado municipal tem muita pobreza, e muitos comerciantes menonitas (super brancos europeus) que contrastam muito com a população indígena. E ao mesmo tempo tem uma área riquíssima muito bonita. O Ventura Mall parece Estados Unidos, tem até Hard Rock Café, é muito chocante depois de ver tanta pobreza!! Então acho que recomendo buscar esses contrastes na cidade.

      Um abraço e boa viagem!! Depois venha contar o que achou!

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