Peru

Diários da Trilha Salkantay: Preparativos e expectativas

Você sabia que existem mil e uma maneiras de chegar a Machu Picchu? Uma delas é a Trilha Salkantay, que parte de um vilarejo chamado Mollepata, na região de Cusco, e vai até Aguas Calientes, o “campo base” de Machu Picchu. São 60 km percorridos a pé ao longo de quatro dias, passando a noite nos mato, dormindo em barraca e chegando à altitude máxima de 4600 m.a.n.m. no passo entre o Monte Salkantay e o Monte Humantay.

A #mochigrinação e tudo o que ela se tornou pra mim partiu do meu desejo de fazer essa trilha. Eu sentia que só chegar no Peru e visitar Machu Picchu não ia suprir a minha necessidade de experiências únicas e emocionalmente desafiadoras. Caminhar durante quatro dias, mesmo que dentro de um ambiente de grupo turístico super controlado e seguro, me colocou em contato direto com meus limites físicos e com todo o poder energético das divindades das montanhas (chamadas de apu pelos aimará). Foi uma experiência que teve um impacto significativo na minha vida, e que eu fico muito, muito feliz em compartilhar com vocês.

Mt. Salkantay

Mt. Salkantay

Neste post, vou passar informações práticas e detalhadas sobre os preparativos da empreitada. Os próximos textos vão trazer um registro diário de causos e sentimentos da minha passagem pelo Salkantay.

Como faz?

É perfeitamente possível fazer o Salkantay por conta própria, embora isso só seja recomendável se você já for um andarilho que manja das aventura. Caso contrário, o bom senso recomenda contratar uma agência de turismo.

Como a demanda de gente louca pra andar no mato é alta, quase todas as agências de Cusco vendem o tour clássico da Trilha Salkantay, de 5 dias e 4 noites. Algumas poucas realmente operam o tour. O que acontece é que várias agências diferentes vendem um mesmo tour, o que faz com que as pessoas em um mesmo grupo paguem cada uma um valor diferente. Por isso é legal pesquisar bastante.

Eu comprei com a Puma’s Trek, que fica bem na Plaza de Armas e é bem fácil de achar. Apesar da agência contar com precisamente um vendedor competente, achei muito bom o serviço, que não é operado por eles. O guia era atencioso, a comida era boa, o equipamento estava em perfeito estado, deu tudo certo. Reservei lá mesmo, com dois dias de antecedência. Eu paguei US$240, mas só porque sou péssima em negociação. Teve gente no meu grupo que pagou bem menos, então sempre vale aquela chorada.

Basicamente, o papel da agência é cuidar de toda a parte chata para que o seu trabalho seja apenas caminhar. Eles carregam, montam e desmontam as barracas, carregam os equipamentos de cozinha e alimentos e cozinham pra você. Mamata. Eles também organizam o transporte até Mollepata, seu ingresso para Machu Picchu e seu retorno a Cusco. Além, é claro, de garantir que você não se perca no mato e lhe acudir caso você passe mal com a altitude.

Os pacotes não variam muito de uma agência pra outra, e normalmente incluem:

  • Transporte em van desde o seu albergue até Mollepata
  • Mulas para carregar malas e equipamentos
  • Ajudantes e cozinheiros
  • Guia profissional
  • Barracas e colchonetes
  • Almoço e janta do Dia 1
  • Café da manhã, almoço e janta do Dia 2
  • Café da manhã, almoço e janta do Dia 3
  • Café da manhã e almoço do Dia 4
  • Pernoite em hotel em Aguas Calientes
  • Ingresso para Machu Picchu
  • Visita guiada em Machu Picchu
  • Retorno de Aguas Calientes para Cusco

Tem algumas coisas que os pacotes não incluem e que você precisa pagar à parte:

  • Saco de dormir (levar o seu ou alugar com a agência)
  • Café da manhã do Dia 1 (s/. 15) e janta do Dia 4 (s/. 40)
  • Gorjetas para os muleiros, cozinheiros e guias (total de s/. 100)
  • Lanchinhos e água (tem pra comprar ao longo da trilha)
  • Entrada nas termas de Santa Teresa (s/. 15)
  • Ônibus de Aguas Calientes para Machu Picchu (US$ 19 ida e volta)
  • Seguro viagem (na minha mão é mais barato)

Equipamento

Carregar peso já é uma coisa que eu normalmente abomino. Carregar peso ao longo de 60km estava fora de cogitação, então eu estava decidida a me programar bem para não ter problemas. Considero que minha logística da coisa foi bem planejada.

Mochila ideal para a trilha

Nos três primeiros dias, a agência disponibiliza uma mula pra levar as coisas da galera. Cada pessoa pode levar no máximo 5kg na mula. A cilada é que no quarto dia não tem mais mula e você tem que carregar tudo. Isso significa que nos três primeiros dias você pode andar só com o que vai usar na caminhada: água, lanchinhos, protetor solar, câmera fotográfica e casaquinho. A mula leva seu saco de dormir, muda de roupas e outras coisas que você só for usar no acampamento.

Além disso, como são poucos dias e você não pode nem quer carregar muito peso, dá pra deixar a maioria das suas coisas no hostel em Cusco e levar só o necessário. Minha mochila grande, por ser ajustável e ter barrigueira, era muito mais confortável pra caminhar do que minha mochila de ataque, então usei ela pra trilha. Enfiei tudo o que não ia usar na mochila de ataque, tranquei com cadeado e deixei no depósito do hostel.

Para a bagagem que ia na mula, usei um saco de tecido grande com zíper. Com isso, no Dia 4, quando não tinha mais mula, bastou colocar o saco (que não pesa nada nem tem volume extra) dentro da mochila grande e seguir andando, bem mais confortável do que levar duas mochilas. Também deu pra usar esse saco pra levar o que eu ia usar em Machu Picchu (água, lanchinhos, protetor solar, câmera fotográfica e casaquinho), enquanto o resto das coisas ficou dentro da mochila, que deixei no hotel em Aguas Calientes.

Mochila confortável é caso de vida ou morte

Mochila confortável = gostosos sorrisos

O que levar para a trilha

Aqui a pessoa tem que saber equilibrar os fatores pesoabsoluta necessidade. Não é fácil, mas tive um certo sucesso. Não levei nada que não precisei usar e não senti falta de (quase) nada.

É importante prestar atenção na variação de temperatura, que é enorme. No Dia 1 e Dia 2, é extremamente frio pela manhã e à noite, mas muito calor durante a tarde. A noite do Dia 1 foi a noite mais fria que eu passei em toda a minha vida, só uma barraquinha fina me separava de temperaturas negativas. Os Dias 3 e 4 são bem quentes, e o Dia 5 é a visita a Machu Picchu, que também é bem quente.

Pra essa variação dos dois primeiros dias, o esquema é usar camadas: camiseta > blusa térmica > fleece > impermeável. Vai tirando peça por peça ao longo da manhã, e recolocando peça por peça no final da tarde. Nos Dias 3, 4 e 5 saí só com camiseta e fleece.

Minha estratégia foi repetir roupa o máximo possível, já que não tem banho nos primeiros 3 dias mesmo, e levar uma muda limpa e fresca para usar quando chegasse na civilização (Aguas Calientes). Eu dormia com as mesmas roupas com que passava o dia porque simplesmente não tinha outra opção. Era frio demais pra se trocar.

Pensando nisso, esta é a lista detalhada de tudo o que eu levei para fazer a trilha, incluindo o que eu já fui vestindo no corpo desde Cusco:

  • Roupas para os primeiros 4 dias de caminhada
    • 1 Calça térmica (2a pele)
    • 1 Legging
    • 2 Camisetas
    • 1 Blusa térmica (2a pele)
    • 1 Fleece
    • 1 Corta-vento impermeável leve
    • Luvas
    • Gorro
    • Canga/lenço
    • Toalha de microfibra
  • Muda de roupas para o último dia
    • 1 Jeans
    • 1 Camiseta
  • Roupas de baixo
    • 3 Calcinhas
    • 2 Sutiãs esportivos
    • Biquini para tomar banho nas termas de Santa Teresa
    • 2 Pares de meia grossa 0% algodão (eu revezava)
  • Higiene/remédios
    • 2 Sachês de shampoo 3-em-1 comprados em Cusco (o número de vezes que vc vai poder tomar banho é precisamente 2, e com cada sachê você lava cabelo e corpo)
    • Escova de dentes dobrável e pasta de dentes
    • 1 Pacote pequeno de lenços umedecidos (lembra que não tem banho?)
    • Protetor solar
    • Repelente
    • 2 Rolos de micropore para enfaixar os pés
    • Band-aids
    • Dorflex (imprescindível)
    • Aspirina
    • Antiinflamatório
    • Antialérgico
    • Sorochji Pills
    • Hipoglos para queimaduras de sol/frio
    • Rolo de papel higiênico (imprescindível)
    • Pote pequeno de álcool gel
  • Equipamentos/outros
    • Saco de dormir
    • Chinelo
    • Bota de trekking (pode ser tênis)
    • Bastão de caminhada (de preferência um par)
    • Óculos escuros
    • Boné
    • Câmera fotográfica + bateria extra (só tem tomada na noite do Dia 4)

Pézinhos: a base

Comprei uma bota de trekking impermeável da Timberland quatro meses antes da viagem. Eu usei na cidade sempre que pude e ela já chegou na trilha bem amaciada. Segui todas as recomendações trilheiras: usei meias sem algodão que não absorviam o suor; cortei as unhas do pé beeem curtinhas no dia anterior à trip; usei um calçado amaciado.

Mesmo assim, tive bolhas do tamanho de pizzas e perdi uma unha do pé.

Acho que o que eu poderia ter feito de diferente para evitar isso era enfaixar todo o pé com micropore antes de sair do hostel em Cusco. Fiz isso só na noite do primeiro dia, depois que as primeiras bolhas já tinham aparecido, aí já era tarde.

Tinha muita gente de tênis normal de academia no meu grupo, ninguém reclamando de dor. Como eu fui na época seca (maio-setembro), não tinha problema, mas quem for no final/começo do ano vai se dar mal sem um calçado impermeável.

Levei minha Havaianas, mas senti muita falta de uma papete. No final do dia, no acampamento, meu pé ficava destruído e tudo o que eu queria fazer era tirar a bota, mas estava frio demais para usar chinelo. A papete seria perfeita para usar com meia grossa no acampamento. A papete também serve como alternativa para caminhar se a bota machucar. Eu daria tudo para ter visitado Machu Picchu de papete depois de 4 dias andando de bota na trilha.

Para dormir

Eu tinha meu próprio saco de dormir que trouxe do Brasil, um Trilhas & Rumos excelente, quase mais confortável que minha cama. Mas com extremo de 6 °C, ele apenas não era da categoria ideal para as temperaturas negativas das primeiras 2 noites, então mesmo dormindo com todas as minhas roupas uma por cima da outra, eu passei muito frio.

Se eu fosse fazer tudo de novo, deixaria meu saco de dormir no albergue e alugaria um da categoria adequada com a agência.

E lembra do saco de pano que eu usei para levar as coisas na mula? À noite, com as coisas dentro, ele me servia de travesseiro. O cheiro de mula impregnado nele era grandemente obscurecido pelo cheiro das botas minha e da Madeleine, minha best companheira de barraca.

Comida & Água

As refeições principais eram por conta da agência. A comida era muito boa, comidinha caseira peruana mesmo, e não tinha miséria, alimentava muito bem 15 pessoas que acabaram de andar por 6h direto. Mas qualquer um que tenha algum potencial para ser ogro com certeza terá esse fator elevado à décima potência graças ao esforço físico pesado, e não vai se contentar com café da manhã, almoço e janta.

Por sorte, esta trilha é muito bem servida de tias vendendo qualquer tipo de lanche que você possa imaginar, além, é claro, da água mineral néctar dos deuses. Obviamente, essa conveniência tem um preço: espere pagar s/. 10 numa garrafa de 1l e s/. 8 numa barra de chocolate. Espere também agradecer por esse preço mais do que justo por livrar você do fardo de carregar água para 4 dias. Chore de alegria quando encontrar, no Dia 3, barraquinhas vendendo frutas frescas <3

Expectativas

Um amigo meu havia feito a trilha alguns anos antes, e quando perguntei se era muito difícil, a resposta foi sucinta:

A gente se fudeu um pouquinho.

Eu sabia que eu iria me fuder um pouquinho, talvez até um monte, com meu preparo físico duvidoso. Mas também sabia que iria ver paisagens maravilhosas, conhecer gente legal e fazer uma aventura como nunca tinha feito na vida.

Eu já saí do Brasil pilhada pra fazer essa trilha. Eu só pensava nas fotos de montanhas nevadas e céus estrelados que pesquisei à exaustão antes de viajar. Quando fiquei doente e precisei desistir de fazer a trilha da Isla del Sol por estar incapacitada de dar mais de dez passos consecutivos, minha maior preocupação era a possibilidade de ter que abandonar também esta trilha. Eu simplesmente não podia desistir dela. Busquei me tratar, fui internada pela segunda vez graças ao seguro da Mondial, e a primeira coisa que fiz quando me senti melhor foi correr pra agência da Puma’s Trek fazer minha reserva.

Eu saí nesta empreitada no dia 19 de junho de 2014.

E para não trazer mais spoilers, digo apenas que todas as minhas expectativas foram excedidas. Não vejo a hora de contar pra vocês as melhores histórias dessa experiência incrível!

Continue a nadar, continue a nadar... não, pera...

Continue a nadar, continue a nad… não, pera…

Como realmente foi

Sendo o ponto alto da #mochigrinação, minha vivência nesta trilha ganhou uma atenção especial aqui no blog. Diários da Trilha Salkantay é a série de posts com tudo o que eu tenho para contar sobre a caminhada.

  • Preparativos e expectativas: Informações práticas e objetivas e dicas úteis para a trilha.
  • Dia 1: Sentimentos do primeiro dia do desafio.
  • O poder dos apus: O segundo dia, o Passo Salkantay e a divindade da montanha.
  • A selva e as termas de Santa Teresa: A paisagem muda radicalmente e o cansaço começa a pesar.
  • O dia em que eu arreguei: O quarto e último dia da trilha e as alternativas à caminhada.

Que história é essa de #mochigrinação?

Em junho e julho de 2014 fiz um mochilão passando por Bolívia, Peru e Chile. Fui sozinha e sempre por terra, que era pra mor de passar mais tempo comigo mesma praticando duas coisas que estavam fazendo falta na minha vida: a espontaneidade e a abertura. Leia o post introdutório da série para mais detalhes sobre a idéia inicial e o roteiro, ou acompanhe todos os posts pela tag mochigrinação.

Leia também

29 Comentários

  • Responder
    Chris
    28 de outubro de 2014 às 01:12

    Deve ter sido uma experiencia incrivel! Eu nunca acampei, mas está nas minhas quests da vida. ahaha

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      28 de outubro de 2014 às 11:46

      Eu gosto, Chris! Tem gente que não gosta, mas eu acho bacana experimentar! Tem uns esquemas mais fáceis que esse, uma vez eu acampei na Ilha do Mel, por exemplo, e foi bem legal!

  • Responder
    Amanda
    20 de janeiro de 2015 às 10:36

    Estou acompanhando os relatos da sua viagem pelo Peru e preparando a minha :D!!
    Tenho pesquisado o valor para fazer a trilha Salkantay nas agências mas estão todas acima de USS 450,00. Vc chegou a pesquisar valores antes de sair do BR e qndo chegou lá pra evr se tinha essa diferença toda? Quando foi reservar sua trilha na agência em Cusco tinha disponibilidade pros dias seguintes ou teve que esperar?

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      20 de janeiro de 2015 às 19:43

      Oi Amanda!

      Essas agências que você encontrou são as mais caras mesmo, que reservam com antecedência pela internet etc. Chegando em Cusco e procurando por lá você consegue achar por muito menos. Geralmente tem disponibilidade já para o dia seguinte ou o próximo, é bem fácil fechar grupos. Eu não sei se essas agências mais caras são realmente melhores. Pelo que pude comparar, com base em um grupo de uma dessas agências que estava fazendo a trilha nos mesmos dias que a gente, parece que a diferença é a comida melhor e equipamentos mais novos. Mas cá entre nós, a comida e os equipamentos das agências mais baratinhas também não deixam nada a desejar.

      Beijos e boa trilha!

  • Responder
    Jeh
    29 de janeiro de 2015 às 12:23

    Por acaso você não levou toalha de banho? Para trilha ou mesmo para a viagem toda?
    O_o farei o mesmo destino em março e tô aqui maquinando tudo que vou precisar 😐

  • Responder
    Bárbara
    29 de janeiro de 2015 às 21:37

    Oi Maria, ouvi falar que existe um bilhete pra Machu Picchu que deve ser comprado com antecedência e por isso devemos reservar muito antes. Você não teve problemas com isso?

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      2 de fevereiro de 2015 às 12:23

      Oi Bárbara! Imagino que você esteja falando do bilhete para subir a montanha Huayna Picchu. Eu não tinha interesse em subir a montanha, então não me preocupei, mas se você quiser, tem que comprar com bastante antecedência mesmo. Um abraço!

  • Responder
    Marina
    1 de março de 2015 às 19:00

    Mariaa! Estou encantada com seu blog, sua viagem e suas dicas! Vou fazer um mochilão para o Peru e Bolívia em setembro e achar seu blog foi importantíssimo! Fiquei sabendo que tem que validar a vacina de febre amarela para entrar no Peru, é isso mesmo?
    Existe alguma dica quanto às maldades que temos que ter para não cair em armadilhas?
    Comprar os passeios antecipadamente compensa?
    Você sabe como faço pra chegar no Salar de Uyuni de La Paz? Ou existe alguma cidade legal mais perto? Pq será meu último destino…. Compensa ficar os três dias?

    Te enchi de pergunta! Rs
    Abraço e parabéns pelo seu blog.

  • Responder
    Léster Oliveira
    6 de março de 2015 às 05:12

    Maria, parabéns pelo site. Simplesmente maravilhoso e com dicas valiosíssimas.

    Irei fazer a Salkantay agora em Maio/15 e já imprimi essas dicas para colocar no meu diário de dicas para a trilha.

  • Responder
    Carolina
    1 de abril de 2015 às 23:07

    Ola Maria, estou planejando meu mochilão para Peru (Lima, Cusco, Vale Sagrado, Machu Pichu, Puno), Bolívia (Copacabana, La Paz, Salar de Uyuni), Chile (San Pedro, Santiago, Vina del Mar, Valparaíso) e Argentina (Mendoza).
    E estou com muitas duvidas de hosteis para ficar… vc tem alguma dica para as cidades que comentei?

    Obrigada

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      16 de abril de 2015 às 17:04

      Oi Carol! Nas cidades de que já falei aqui no blog sempre tem dica de hostel. Dá uma lidinha que você vai curtir as indicações 🙂

  • Responder
    André Lins
    1 de junho de 2015 às 14:17

    Maria, eu quero muito te agradecer pelo blog e essa sequência de posts tão bem escritos sobre a trilha salkantay. Ainda estava em dúvidas de ir pq vou viajar sozinho e nunca fiz isso antes mesmo adorando viajar. Gosto muito de trilhas e já fiz vários passeios assim mas nunca nesse nível. Bati o martelo e decidi ir agora em julho. Vou passar meu niver chegando no topo da montanha e tenho certeza que será inesquecível. Obg mais uma vez. 😉

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      1 de junho de 2015 às 19:21

      André!! Que demais! Passar o aniversário na trilha vai ser incrível! Fico super feliz que o blog está ajudando! Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Marília
    18 de junho de 2015 às 11:00

    Olá Maria Tereza! Eu quero muito fazer a Trilha de Salkantay, mas tenho várias dúvidas. Será que você poderia me ajudar?
    Qual a melhor época do ano para fazer a trilha? Gostaria de fazer em Junho que é meu aniversário e aproveitar também para conhecer também as festas tradicionais de Cusco.
    Se eu desejar viajar sozinha, como faço para me agregar a algum grupo? Isto é possível?
    Tem algum dia da semana que costuma iniciar o passeio ou a Trilha tem saídas todos os dias?
    Obrigada!

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      19 de junho de 2015 às 22:29

      Oi Marília!
      Junho é a melhor das melhores épocas! Tempo seco, nada de lamaçal, passo Salkantay limpinho e sem nuvens, todos os dias sem uma nuvem no céu! A trilha tem saída todos os dias. Pra entrar num grupo é só procurar qualquer agência de viagens em Cusco. Boa viagem 😀

  • Responder
    Luane
    19 de novembro de 2015 às 10:51

    Oie! Eu gostaria de saber se você teve problemas em reservar a trilha lá mesmo. Já percebi que contratando o serviço por lá sai bem mais barato do que reservar online com antecedência. Vou fazer a trilha inca e imagino que seja o mesmo procedimento mas não queria gastar tanto com reserva antecipada e estou com medo de não haver vagas para o período que estarei lá.
    Outra, uma vez contratado o serviço, quem se encarrega de comprar ingresso e o trem da volta é a empresa mesmo? Ou ainda temos que nos preocupar com isso?

    Obrigada 🙂

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      23 de novembro de 2015 às 13:03

      Oi Luane, tudo bem? Na verdade, a Trilha Inca tem limite de pessoas por dia, e por ter muita procura esse limite acaba rápido. Isso significa que você tem que reservar daqui mesmo com, no mínimo, 6 meses de antecedência. Também pela alta procura, o custo dela acaba sendo mais alto mesmo (cerca de US$ 500). Outras trilhas, como a Salkantay, que não têm limite de participantes, podem ser reservadas lá na hora com até 1 dia de antecedência. Mas a Trilha Inca mesmo precisa ser reservada aqui. Lá na hora não tem mais vaga.
      O trem da volta quem reserva geralmente é a empresa, sim.
      Beijos e boa viagem!

  • Responder
    clara
    1 de dezembro de 2015 às 12:57

    Oi, eu vou agora em dezembro para Cusco. Tava pensando em fazer essa trilha. Você que consigo reservar lá em Cusco mesmo na hora? Tipo dia 27/12. Ou se eu fizer dia 10 de Janeiro é melhor?

    beijo

    • Responder
      Maria Thereza M.A.
      1 de dezembro de 2015 às 13:28

      Oi, Clara! Consegue sim, sem problemas! Procure reservar uns 2 dias antes da data pretendida, pra garantir. Acho que você consegue em qualquer um desses dias. Beijos e boa viagem!

  • Responder
    Fernanda Martinez
    24 de fevereiro de 2016 às 16:28

    Oi Maria, tudo bem? Uma dúvida. As pessoas falam de chegar 2 dia antes em cuzco para se aclimatar com a altitude. Isso seria só para a trilha inca ou para essa também? Como foi esse processo para você? Vi algumas agências providenciam folhas de coca..

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      7 de março de 2016 às 11:32

      Oi, Fernanda!

      Vale pra essa trilha também! No segundo dia, a gente tem que subir até 4.600 metros de altitude! É pesadíssimo! Eu já estava bem aclimatada porque vinha de La Paz e do Lago Titicaca (3.600 m) antes de chegar em Cusco, e ainda fiquei 5 dias na cidade antes da trilha, mas mesmo assim foi bem pesado. A folha de coca ajuda, sim, mas eu só cheguei lá à base de Sorojchi Pills, um remédio que vende em qualquer farmácia nessas regiões e ajuda a abrir os alvéolos do pulmão pra você respirar melhor no ar rarefeito. Não recomendo automedicação, mas ajudou no meu caso.

      Beijos e boa sorte com a trilha!
      🙂

  • Responder
    Daniella Rossi
    2 de maio de 2016 às 19:03

    Achei seu blog procurando dicas sobre restaurantes em Cusco. Acabei lendo que vc também fez a trilha Salkantay. Muito legais seus relatos. Estou indo dia 13/5 e espero aproveitar bastante como vc 😉

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      5 de maio de 2016 às 16:08

      Oi, Daniella!

      Muito obrigada! Fico super feliz que você tenha gostado. Tenho certeza que sua viagem vai ser a melhor da sua vida 🙂 Beijos e boa viagem!

  • Responder
    Pablo
    27 de maio de 2016 às 11:00

    Ola, tudo bem? Adorei as dicas.
    Estou com um grupo de amigos, pretendemos ir na primeira semana de Outubro de 2016. Em 5 pessoas.
    Acho os valores, mas pessoas que foram 2014…2015.. nada tão atual. Será que os preços continuam os mesmos? queria ver se conseguiria negociar a 200,00 dolares as 5 pessoas… para essa trilha… o que você acha?

    Parabens pelas dicas e ótimos relatos.

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      2 de junho de 2016 às 13:10

      Oi, Pablo, tudo bem?

      Lá é muito na base da negociação, sim. Um casal no meu grupo conseguiu por US$180 cada um. Talvez você tenha um pouco de dor de cabeça, mas não acho impossível conseguir esse preço não! Lembre-se de que todas as agências fazem praticamente o mesmo tour, e tem mil portinhas de agência de viagem em Cusco. Se uma não topar, você vai pra próxima. Acho que você consegue, sim!

      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Mônica
    28 de julho de 2016 às 16:39

    Oi Maria, tudo bem?
    Vou fazer a trilha em setembro! Estou um pouco preocupada, tenho intolerancia a pimenta. Quando como coisas apimentadas me dá mijadeira e diarréia. Como é a comida na trilha? E principalmente, como é pra fazer xixi durante a caminhada? Dá ou tem que se segurar até o acampamento?
    Abraço!

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      1 de agosto de 2016 às 11:01

      Oi, Mônica!

      Fique tranquila, é só informar o seu guia da sua intolerância logo no início da trilha, aí ele vai orientar os cozinheiros a fazerem um prato sem pimenta pra você. Sobre fazer xixi, ao longo de toda a trilha tem umas vendinhas bem simples do pessoal que mora lá mesmo. Nessas vendinhas sempre tem um banheirinho, tudo super simples, mas tem um vaso e uma portinha pra ter privacidade hehehe Tem que pagar coisa de 1 ou 2 soles pra usar o banheiro, então leve bastante dinheiro vivo. Se você precisar ir e não tiver nenhum desses lugares por perto, sempre tem o famoso banheiro inca (o mato).

      Abraços e boa viagem!

  • Responder
    Deise
    21 de novembro de 2016 às 13:43

    Ótimo relato e com muitas informações úteis.
    Fiz Salkantay no início de Novembro e me ajudou muito!
    Obrigada

    • Responder
      Maria Thereza Moss
      30 de novembro de 2016 às 18:14

      Oi, Deise! Que legal!! Fico bem feliz mesmo que você curtiu a experiência e o blog te ajudou!
      Bjos!

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