Idiomas e tradução

Como aprender uma segunda língua

Achei interessante postar sobre isso, porque são coisas que parecem bem básicas pra quem já fala bem a nova língua, mas que ninguém nunca fala pra alguém que está aprendendo.

Você sabe mais do que pensa

Essa frase é especialmente verdadeira com o inglês. Com o poder não só econômico, mas cultural dos Estados Unidos e da Inglaterra, o inglês está em todo lugar. Desde os componentes do seu computador (a menos que você seja português, você não usa um rato) até os nomes das baladas que você frequenta, passando por piadas do Casseta&Planeta e pela imensa maioria dos filmes que você assiste.

Frederico Vasconcelos, do blog Inglês no Supermercado, conta que ensina seus alunos a formar frases com elementos que eles já conhecem. Juntando I love you com palavras encontradas em lanchonetes como egg, cheese e hamburger, por exemplo, os alunos coseguiam montar outras frases como I love cheese, I love egg etc. Veja o relato completo do Frederico aqui.

O que estou querendo dizer é: existe uma razão para você entender o trocadilho BOLAGATO e achar engraçado. E essa razão é que você sabe alguma coisa de inglês e tem a total capacidade de aprender uma língua. Afinal, você fala português, não fala?

Um relato pessoal longo que vai ser resumido no próximo capítulo

Eu nunca fiz cursinho particular de inglês. Eu não tenho diploma em inglês. Muito menos tenho TOEFL e o caralho à quatro.

Aí me contestam: “Ah, mas você morou nos Estados Unidos!”*

E eu respondo que não só eu já era fluente quando fui fazer meu primeiro intercâmbio lá, aos 15 anos, como só fui morar lá porque eu já era fluente. Ganhei uma bolsa de estudos em um concurso tipo vestibular, onde eu precisava fazer uma prova de conhecimentos gerais, uma redação e uma prova de inglês. Tenho certeza de que não gabaritei conhecimentos gerais, e minha redação ficou meio cliché. Eu ganhei aquela bolsa porque eu era foda em inglês.

Como eu cheguei naquele nível? Ouvindo Backstreet Boys.

É sério.

Aos 10/11 anos, eu era fã e tinha até pastinha com recortes de revista e letras de música impressas dos primórdios da Internet. É claro que não entendia lhufas de tais letras de música, com meu inglês baseado em cat, dog, ball etc. E é claro que eu queria entender o que meus ídolos diziam, acho que naquela época isso era importante. Hoje em dia, mesmo as fãs dos coloridos brasileiros acho que não se importam muito em entender o que eles estão dizendo…

Para minha sorte, já existiam naquele tempo vários fansites dos Garotos da Rua de Trás, e esses fansites traziam as letras de música traduzidas. Na minha pastinha, cada plastiquinho era organizado com a letra original na frente e a traduzida no verso. Lembro de tentar bater os dados das letras originais com as traduzidas para tentar entender o que era o quê ali.

E quando o interesse é genuíno (acreditem, aos 10 anos, a coisa mais importante da minha vida era saber o que os Backstreet Boys estavam falando), o conhecimento fica. Assim, se com os BSB eu aprendia que a locução “as long as” significava desde que, na semana seguinte eu ouviria alguém falando isso em um filme legendado e já saberia do que se tratava. De quebra, batia o resto da frase falada com a legenda para aprender uma frase nova.

Filmes e seriados legendados também foram imprescindíveis. Sempre, sempre assistia com os ouvidos no que os personagens estavam falando e os olhos nas legendas, fazendo conexões do que eu já sabia com alguma palavra nova que aparecia, ligando uma coisa à outra e jogando tudo o que eu podia pra dentro da minha cabeça. Quando já me sentia um pouco mais avançada, eu fazia questão de ligar o “closed caption” ao ver Friends para ter a legenda original. Esse método foi extramamente importante para que eu treinasse bem a PRONÚNCIA, que acho que é um dos maiores problemas dos brasileiros com o inglês.

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via @fuckyeahfriendscaps

E depois de absorver conhecimento, era hora de botá-lo em prática. Absolutamente necessário. Ninguém pode dizer que é fluente em um língua que só sabe ler bem. Como não tinha com quem praticar, praticava na Internet em fóruns de discussão, fosse sobre BSB ou sobre Zelda ou sobre DragonBall (meus vícios seguintes). O importante era me interessar de verdade pelo assunto que eu estava discutindo, e me divertir. Falar sozinha também ajudou. Eu falava comigo mesma em inglês. Isso me estimulava a correr atrás de palavras novas que exprimissem o que eu queria dizer, sempre que o vocabulário me faltasse.

Não estou desdenhando aqui as aulinhas de inglês que tive no colégio. Elas foram importantíssimas para que eu aprendesse as regras gramaticais e fosse capaz de escrever um inglês correto. Também não estou desdenhando minhas duas temporadas nos Estados Unidos*. Morar em algum lugar que fale outra língua e mergulhar de cabeça nessa língua faz toda a diferença do mundo. Mas até aí, tem brasileiro que mora em Miami há 10 anos e não fala inglês, assim como tem gente formada em cursinho de inglês dando aula particular com uma pronúncia horrenda, então acredito que seja necessária uma postura de se abrir por completo para a nova língua e correr atrás mesmo, sem esperar que o professor despeje tudo o que ele sabe pra dentro da sua cabeça. Professor nenhum no mundo faz isso. As pessoas só aprendem de verdade quando se interessam, têm curiosidade e pesquisam. Qualquer outro método usado em sala de aula é pura decoreba para passar na prova. Você fez vestibular, eu sei que você sabe do que eu estou falando.

Outra postura importante é aprender a gostar da língua. Você pode querer aprender o inglês só porque é necessário no mundo de hoje, mas faça um esforço para pegar um amor por ele. Nada disso que eu contei foi proposital. Não fiz nada disso pensando “vou começar cedo para depois viajar bastante e aos 20 anos ganhar uma grana boa com inglês e ser independente”. Eu estava me divertindo e saciando minha curiosidade ao mesmo tempo. Eu não era a melhor aluna de inglês da escola porque eu era CDF, mas sim porque eu pensava enquanto fazia coisas que todos os meus colegas faziam, como ouvir bandas americanas e ir ao cinema.

Olhando agora, com um entendimento maior de linguística, acredito ser possível aprender uma segunda língua como os bebês aprendem sua língua materna: ouvindo, juntando as peças e imitando os adultos (no meu caso, os anglófonos).

*Fiz um semestre de High School em Camas, WA em 2004/2005; e trabalhei na Disney durante 3 meses em 2008/2009.

Tenho preguiça de ler e quero um passo-a-passo

Dicas rápidas que resumem basicamente tudo o que eu falei ali em cima:

  1. Não tenha preguiça de ler.
  2. Seja curioso.
  3. Ame sua nova língua.
  4. Ouça música na sua nova língua, procure as letras e suas traduções, e relacione as duas.
  5. Veja filmes na sua nova língua legendados em português e tente associar as legendas às falas.
  6. Fale e escreva na sua nova língua. Nem que seja com você mesmo.
  7. Quanto à pronúncia, preste atenção em filmes e músicas na sua nova língua e imite as pessoas.
  8. NÃO TENHA MEDO DE ESCREVER ERRADO. É impossível aprender sem errar.
  9. NÃO TENHA MEDO DE PRONUNCIAR ERRADO. É impossível aprender sem errar.
  10. Quando for corrigido, aceite humildemente a correção e aprenda com ela.
  11. Conheça bem a sua própria língua antes. Com isso, você fica mais preparado para aceitar um novo conjunto de regras gramaticais. (via Vy)
  12. Você nunca vai parar de aprender uma língua nova. Lembre-se de que você ainda não parou de aprender português.
  13. Divirta-se. Sempre.

Conclusão

Essas dicas valem para todas as línguas, mas é obviamente mais fácil aprender inglês, já que ele é onipresente à nossa volta.

Para mim, funcionou com o italiano porque eu tenho um interesse pessoal muito grande nessa língua, mas precisei de dois anos de aula particular. Funcionou mais ou menos com o francês porque é minha habilitação na faculdade, mas né, foram 4 anos de intensivo de aulas de língua e mais várias aulas ministradas em francês; e mesmo tendo morado mais tempo na França do que nos EUA, não falo francês tão bem quanto falo inglês. Não funcionou com o alemão porque meu interesse não era tão grande. Com o espanhol, para mim nunca funcionou porque nunca gostei da língua, mas com a presença que ela tem no Brasil e no mundo, além é claro da semelhança monstruosa com o português, acredito que esse método deva funcionar perfeitamente para quem é apaixonado por algum país hispanofone!

Quer dizer, depende só de você. Mas você também pode pedir ajuda pra MT, se quiser 🙂 É só escrever para mariatherezama@gmail.com.

12 Comentários

  • Responder
    Dani
    5 de agosto de 2010 às 20:05

    Adorei seu post.
    Infelizmente quando eu era mais nova não interesse nenhum em nada… rs Mas mudei muito depois que mudei pra Curitiba.
    Eu amo seriados, filmes e músicas. Assisto muito, pego as traduções também das músicas que gosto e tenho um interesse enorme em aprender inglês. Já conheço várias palavras e várias frases formadas por causa dos seriados. Mas comecei fazer inglês particular no início desse ano, e estou gostando, já aprendi várias coisas de gramática e pronúncia que eu usava/falava completamente errado… rs
    Mas não parei com os seriados, filmes e músicas. Além disso uma coisa que faço muito é ler blog dos gringos. Sempre tento traduzir o que está escrito nos posts e às vezes arrisco deixar um comentário 🙂

  • Responder
    Dani
    5 de agosto de 2010 às 20:18

    Ahh uma dificuldade enorme que tenho é na pronúncia de palavras com “th”. Sabe alguma dica pra isso? Além de olhar no espelho e ficar praticando… haha

  • Responder
    Vy
    5 de agosto de 2010 às 20:27

    Engraçado é ver a diferença de gerações… Eu aprendi inglês por causa do Michael Jackson, HAHAHAHA! Quando virei fã de Bsb já sabia um bocado de inglês. Alias, não te imaginava fã de Bsb=P Mas eu gosto de estudar lingua, ter aulinha, tarefa, essas coisas. E to apanhando um bocado do francês!!! Eu não consigo aprender sem visualizar, e visualizar francês é uma merda, eles ficam comendo letras!!!

    Ah, uma coisa que acho imprescindivel pra aprender outra lingua: saber a sua antes. Pelo menos pra aprender direito, pra absorver os conceitos. Senão você não consegue assimilar o sentido dos elementos na fala.

    Bjo!

  • Responder
    Sarah Lee
    5 de agosto de 2010 às 20:34

    Eu estava, antes de ler esse post, sentada aqui no meu quarto estudando e fazendo exercicios de FRANCES quando abri rápidamente meu navegador pra ler meus twittes e li o da Dani sobre este post, e ai veio esse seu post q me animou mais ainda e me deu mais coragem.
    Comecei a estudar FRANCES no começo do ano por conta propria, mais exatamente depois das Olimpiadas de Inverno em Vancouver no Canada, pq como lá o Frances é a segunda lingua oficial, me encantei com tudo que vi e OUVI. Dai eu comprei um dicionário, alguns livrinhos básicos de gramatica e de viagens e comecei a “BRINCAR”. Depois q comecei a assistir o canal pago TV5MONDE eu ME APAIXONEI POR COMPLETO, ai eu decidi q de alguma forma eu iria aprender e continuei firme e forte.
    Esse seu post me trouxe muitas lembranças, pq tb curtia BSB mas nunca me interessei em aprender a lingua ou uma outra qualquer naquela época e agora com meus 23 anos vejo que foi uma grande perda de tempo, poderia eu, assim como vc, ter aproveitado aquele todo interesse pela banda em aprender e não só CURTIR OS GAROTOS.
    Mas aprendemos com os ERROS e hoje to bem motivada em aprender a lingua FRANCESA, música, filmes, programas, livros e testemunhos de pessoas como o seu aqui nesse post, de que SIM é POSSIVEL APRENDER UMA NOVA LINGUA SE TIVER INTERESSE E DEDICAÇÂO NO QUE GOSTA e outra coisa bacana é q eu não estou aprendendo pq penso em ir pra algum pais francófano(se um dia tiver essa oportunidade q BOM) mas pelo PURO PRAZER EM APRENDER E SABER UMA OUTRA LINGUA!!

    Q bacana vc ter morano na França.
    Até mais!

  • Responder
    Sarah Lee
    5 de agosto de 2010 às 20:36

    Se não for muito chato da minha parte, se vc tiver alguma dica pra quem estuda frances, já estou GRATA.

    Au revoir!!

  • Responder
    Luma
    5 de agosto de 2010 às 21:27

    Eu sou apaixonada por idiomas. Na escola eu tive aula de inglês e espanhol desde muito cedo, então tive uma base boa. Depois fiz os cursos de inglês e espanhol do CCAA. Confesso que fiz o de espanhol só por causa da minha mãe, nunca mais falei desde que terminei o curso e hoje continuo com o bom e velho portunhol (mas um dia ainda vou reler meus livros pra ver se lembro de tudo de novo).
    Já o inglês sempre foi uma paixão. O chato é que novamente não tenho como praticar, então a pronúncia acaba ficando meio enferrujada, mas é só eu ter a chance de ficar falando que depois começa a fluir.
    Estou estudando (ou tentando estudar) japonês sozinha. Já era pra eu estar falando bem, se eu não fosse tão indisciplinada.
    Comecei a fazer aulas de francês, mas tive que sair ;_;
    E um dia ainda aprendo italiano hahaha

    Enfim, todas as suas dicas são muito válidas =)

  • Responder
    Aline
    5 de agosto de 2010 às 23:37

    MT, adorei o post!
    Minha história com o inglês começou meio conturbada. No colégio, todos os colegas faziam cursinho de inglês, menos eu. Meus pais queriam que eu fizesse, mas eu odiava inglês, batia o pé e dizia que não ia fazer. Passava mal antes das provas orais de inglês. Enfim, odiava, mesmo eu não sendo TÃO ruim assim. Até que decidi começar um curso… fui uns seis meses, mas comecei num nível inicial com gente que não sabia NADA, então odiei (de novo) e saí. Uns 3 anos depois, comecei outro (na Wizard), de novo em turma inicial. De novo foi chato porque eu já sabia uma quantidade considerável de coisas. Fiquei um ano e troquei para outra escola… terminei o curso (não lembro se 4 ou 5 anos) e foi nesse curso que aprendi a gostar de inglês. Essa foi minha sorte, porque no terceiro ano do curso entrei na faculdade, comecei a mexer com pesquisa no segundo período e todos os artigos que eu tinha que ler pro projeto/TCC eram (são ainda) em inglês. Apanhei do inglês técnico no começo, mas depois ficou tranquilo. Agora pro mestrado também é fundamental, já que ter gabaritado a prova de inglês na seleção foi determinante pra eu ganhar a bolsa integral… e leio direto inglês (técnico) e às vezes escrevo. Mas com certeza minha pronúncia deixa a desejar. Nunca morei fora e pouco falo, então preciso muito praticar, mas consegui deixar de lado meu horror ao idioma e hoje gosto bastante.
    O espanhol tive no colégio também por 7 anos e sei um pouco, mas não gosto muito. Fico no portunhol.
    Alemão comecei no fim do colégio e fiz por 6 anos aula particular, mas falo pouco. Quando for possível, quero fazer prova de nivelamento e terminar um curso.
    Agora preciso aprender francês porque a orientadora do doutorado tem parceria com uma universidade em Rennes e existe a possibilidade de eu fazer doutorado sanduíche lá. Vou começar a fazer aula ano que vem porque não quero fazer só um semestre (que já vai ser cheio de coisas pra fazer) onde moro e depois ter que continuar em Porto Alegre. Assim aproveito e faço tudo lá. Não posso perder a oportunidade de estudar na França (se der certo) por não saber o idioma, né? Dicas de cantores/bandas/filmes franceses? Já estou ouvindo Cali por ter te visto falar dele aqui um dia.

    Tudo isso só pra falar que amei o post. Acho que serviu de estímulo pra muita gente. 🙂

  • Responder
    Aryane
    5 de agosto de 2010 às 23:56

    ameiii roomie…
    ai como é bom ter roomies fodas!!!
    mas aprendi ingles +/- assim mesmo, só que com Hanson e Charmed!!! lol
    adorooo

    detalhe da vida, so vi que era seu blog quando vi uma fotinha aqui do lado e achei que era vc… mas ok!!

    amo amo roomie to morrendo de saudades

  • Responder
    Giulianna
    6 de agosto de 2010 às 02:34

    Adorei, MT! Sério, muito bom.
    Segui a mesma linha que você. Além de pesquisar as traduções das músicas que eu gostava, arriscava, com a ajuda de dicionários e gramáticas, as minhas próprias traduções, no auge dos meus 10 anos.
    Obviamente que eu ficava traduzindo músicas do Nirvana pq era excluída na escola, mas tamo aí né.
    A questão é interesse e empenho, coisa que a geração de adolescentes atual não tem.
    Parabéns pelo post. =)

  • Responder
    Patricia
    6 de agosto de 2010 às 10:29

    Amiga, otimo post sobre aprendizado de LE!
    Eu, como professorinha que sou e também estudiosa de linguas estrangeiras (com limites, não esta nos meus planos ser “troglodita”) concordo e compartilho as mesmas experiências.
    Tudo bem que meu inglês hoje foi devorado com requintes de crueldade pelo francês, mas antes eu me virava tranquilamente, era capaz de conversar, compreender e tudo o mais com o que aprendi com musicas, séries, filmes com legenda em inglês (se eu estivesse vendo pela segunda vez) e tradutores de internet (duvide sempre e aprenda mais).
    Bom, pequenos comentarios pontuais:
    “Você sabe mais do que pensa”: base da primeira aula de francês! Não pra formar frases, mas pra mostrar que ja conhecem a pronuncia, como por exemplo RENAULT: “au” = ô, “lt” mudos.
    “Filmes e seriado legendados”: me fez lembrar agora mesmo que muitos franceses que eu conheço não assistem filmes legendados, o que pode ajudar a entender uma certa caracteristica francesa no falar inglês. De qualquer forma, musicas em LE podem ajudar na descoberta do vocabulario e da gramatica, mas no ritmo de fala não. Mesmo a pronuncia de certas palavras mudam afim de acompanhar a melodia ou de forçar rimas. Além do contato com um documento autêntico, séries/filmes aliam o aprendizado com o lazer, sem aquele exercicio de pronuncia repetitivo, forçado e, às vezes, completamente descontextualizado! Com o francês, infelizmente, eu não tive essa experiência, ja que não havia nada do meu interesse e assistir/escutar algo em francês acabava sendo puramente didatico, o que me impediu de avançar talvez mais rapido em muitas competências…
    Sobre aprender uma lingua estrangeira como os bebês aprendem a falar, isso vale até para o estudo da gramatica em lingua materna. Você aprende observando, juntando, comparando, interpretando e tentando montar a propria regra. Aquilo que vem ja mastigado, dentro de uma lista, pode até te ajudar a melhor organizar aquilo que você ja sabia, ou relembrar aquilo que não usa ha tempos numa consulta rapida, ou a fazer uma prova de marcar X, mas pouco vale pra te fazer usar frases sintaticamente perfeitas naturalmente, sem pensar antes de falar. Não estou aqui pra jogar pedra na gramatica e nem no ensino formal de certas regras, mas é importante saber que o objetivo é sempre COMUNICAR, e uma boa comunicação jamais vem através da decoreba.
    Bom, beibe, pra quem ta ha 1 ano sem pensar, acho que paro por aqui. E também não vou revisar, tô com preguiça!
    Bjoooo

    Ps. Pense em estudar FLE, mas voltado pra linguistica. Talvez valha a pena…

  • Responder
    M.
    6 de agosto de 2010 às 11:05

    Eu fazia curso de inglês há um ano quando meu pai resolveu aprender a língua sozinho. Com a ajuda de dicionários e do Google Translate, ele passou a ler notícias apenas em inglês e assistir filmes que ele gosta sem a legenda ou com a legenda em inglês. Em menos de 6 meses ele sabia mais do que eu.
    Tive que parar o curso mas continuei estudado sozinha nas horas vagas e olha, além de estar rendendo, estou tomando muito gosto pela língua – e fico toda boba alegre quando assisto um vídeo sem legenda e entendo o que estão falando.

  • Responder
    Loraine
    6 de agosto de 2010 às 18:49

    Ótimo post! Quando eu for descrever como aprendi inglês, farei referência ao que você escreveu! Foi exatamente assim que eu aprendi, só não foi com backstreet boys, rsrsrs. Eu comprava revistas com letras traduzidas (Biz/Bis?), cantava alto, assistia séries, enfim… As aulas do colégio entraram com a gramática e eu própria com a parte prática.

    Também não fiz cursos. Mentira: fiz um de conversação por 2 meses e saí pois era fraco pra mim.

    Como sou pesquisadora, escrevo e leio em inglês o tempo todo. Quando me perguntam eu digo: fácil não é, mas não é impossível, só é preciso ter dedicação!

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